domingo, 6 de maio de 2012

Estradas ( 06/05/2012)

Caminho por estradas jamais vistas,sentindo que já me perdi nessas quebradas e não encontrei um sinal de vivaluz ou clareira aberta para aliviar a tensão que domina totalmente aos poucos o que resta daquilo que um dia foi meu coração, não há música...apenas um silêncio como se fosse o veto dos ancestrais, o olhar fugidio, a morte espreita e me deito,fecho os olhos e só acho o vazio

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Imagem (02/04)

Delírio ou real idade das pedras (02/04)
Água batendo nas pedras
sob o céu estrelado
corpos entrerroscados unindo na areia
a noite como testemunha
o líquido embebeda minha boca
bailo contigo ao som de Piazzola
enquanto guerreiros protegem nosso ninho
a geração quem vem terá que ser divina
divina água limpando o sangue das pedras
levando o corpo para o mar

domingo, 27 de novembro de 2011

Aquilo que não precisava ser dito(27/11)

(IN)decisões decididas não por Deus(27/11)

Estremecidas mansões
reduzidas a barracos de amizades
nobres móveis são agora caixotes de madeira
a ducha pungente do banho revigorante
é agora água pingando de ralinho
A aspereza da aparência deveria ser evitada
Amizade não se remenda porque não se quebra
O vendaval venenoso de uma paixão
rompeu a base que se julgava sólido
e a hera foi plantada estragando todo o plano da casa
Restando tomar um novo rumo
O outrora amigo irá seguir por uma porta
A amiga apaixonada amante de outro viajará no vento
Seu cão não a lamberá mais.
Seu cão não a protegerá mais.
(Aqui se encerra um ciclo e a pessoa que serviu de mote não mais servirá)

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Sei que nada será como antes(14/11/2011)

Por incrível que pareça
Vejo que tudo mudou
e que nada será como antes
Apoio não mais existe
busca em outras pessoas
e em outras pessoas encontro
Saudade existe ainda e vai durar
Mas vontade de ficar juntos
essa, talvez, não aja
Teu sorriso agora lembra uma névoa
as manhãs buscam raios de sol que não há
E teu sol é preenchido com outros
Como a noite minha nunca se encontra vazia
A companhia esvanece-se ao vento
e brumas de tempestades cerram-me em casa
Sei que nada será como antes
Como antes será apenas a vonatde
de aproximar de ti e ver seu sorriso

Há muito tempo(14/11/2011)

Há muito tempo
sinto falta de um amor
falta de tempo
temperatura de amar
Há muito falta
Sinto Amar,
Mas não me dão tempo
e nem acho verdadeiro
Amor

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Sem tempo(16/09)

Ando sem tempo.
Sem tempo para andar a toa,
andar contigo,
De ficar parado,
de parar na tua.
De passar a limpo,
de limpar a barra.
De escrever a tese.
Dissertar sobre o tema,
de seguir o lema,
de ler os livros,
teorizar a obra
de criar, de viver,de se divertir
de se enrolar e até de rir.
Ando sem tempo de...
acabou o tempo!

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Música pura poesia de Helena Elis

Lugares Proibidos(06/07)
Helena Elis

Eu gosto do claro quando é claro que você me ama
Eu gosto do escuro no escuro com você na cama
Eu gosto do não se você diz não viver sem mim
Eu gosto de tudo, tudo que traz você aqui
Eu gosto do nada, nada que te leve para longe
Eu amo a demora sempre que o nosso beijo é longo
Adoro a pressa quando sinto sua pressa em vir me amar
Venero a saudade quando ela está pra terminar
Baby, com você já, já
Mande um buquê de rosas, rosa ou salmão
Versos e beijos e o seu nome no cartão
Me leve café na cama amanhã
Eu finjo que não esperava
Gosto de fazer amor fora de hora
Lugares proibidos com você na estrada
Adoro surpresas sem data
Chega mais cedo amor
Eu finjo que não esperava
Eu gosto da falta quando falta mais juízo em nós
E de telefone, se do outro lado é a sua voz
Adoro a pressa quando sinto sua pressa em vir me amar
Venero a saudade quando ela está pra terminar
Baby com você chegando já